Soul Calibur VI – Análise

Obs. Preciso fazer uma confissão, não tem a mínima chance dessa análise ser imparcial…

Minha história com Soul Calibur, assim como a série, começou com Soul Edge/Blade, no longínquo ano de 1995/6 (96 saiu a segunda versão), no PS One. Nessa época em que os dinossauros ainda rondavam pela terra, os cenários dinâmicos, como aquela barca que descia as corredeiras ou o castelo sob ataque de forças inimigas eram realmente impressionantes.

Mais que isso, a trilha sonora, belíssima animação, personagens carismáticos com movimentação fluída, história cativante e um sistema de combate que prezava pela agressividade o tornaram um sucesso imediato.

Ainda que tenha passado por diversas plataformas no decorrer destes mais de 20 anos e mudado o nome da série, inclusive, Soul Calibur manteve boa parte do que o consagrou entre o panteão dos melhores jogos de luta de todos os tempos.

A trilha sonora continua muito boa, com trilhas orquestradas que acompanham com louvor a magnitude dos cenários e aspecto cinematográfico do combate. O mesmo nível de qualidade se mantém no visual carismático dos personagens; ainda que a bunda inteira de fora de Eve, os seios saltitantes de Taki, a ninja mais voluptuosa dos games e a saia de Sophitia que vive subindo, me causem um pouco de vergonha alheia.

A movimentação continua fluída a movimentação fluída e o sistema de combate, que aderiu ao jokenpo de Injustice, onde os lutadores escolhem um botão e torcem para o oponente ter escolhido um inferior na tabelinha; medíocre, eu sei, mas dá uma pegada cinematográfica à aqueles jogadores que não contam com muita habilidade. Assim como os especiais de um botão, quando carregada uma barrinha mais discreta que dos demais jogos japoneses.

Os gráficos e estabilidade do título estão surpreendentes. Pude colocar texturas e todas as demais características no máximo e ainda emular um acréscimo de 20% da resolução máxima de meu monitor, 1920×1080. A fluidez permaneceu tal qual os 60 quadros, no entanto, acima de 150% da resolução, o combate ficou em câmera lenta. Não quadro a quadro, câmera lenta mesmo, o que dá um visual surpreendente para quem quiser um papel de parede personalizado de seu lutador favorito.

Mas nem tudo são alegrias. Assim como a abertura, pálida, em comparação com todas as anteriores, principalmente com a do primeiro título, o modo história manteve o estilo preguiçoso que já adotou a algum tempo; as imagens estáticas como forma de seguir a narrativa. Sejam no modo principal, que conta com uma timeline, que realmente ajuda os fãs do lore da série, como o modo Libra Story, onde você pode seguir uma história de um personagem criado por você, que interage com os principais da série e a história que transcende o tempo e a história.

O modo Libre, ainda que divertido pela possibilidade de personalização do personagem, fica muito limitado pelo modo como a história é contada, o número de loadings entre lutas de 10 segundos (exemplo), e o roteiro clichê.

Ainda que tenha esses pequenos problemas, Soul Calibur VI é um excelente título de luta, extremamente amigável com novatos, com pegada competitiva para os velhos fãs da série, gráficos extraordinários e o melhor sistema de combate em arena 3d, disponível no mercado. Com certeza vale a compra.

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