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Forza Horizon 4 – Análise

Essa análise já era pra ter saído na semana do lançamento do jogo, mas dado o tamanho do mesmo, número de modalidades, a extensão do mapa e possibilidades de jogo, em single e multiplayer simplesmente clamavam por uma análise mais aprofundada e livre do choque inicial da beleza do título e o quão fácil nos sentimos em casa, no Reino Unido.

Mas vamos por partes…

Vivaldi já dizia.

Principal atração do décimo título da série Forza, se contarmos a série principal (Motorsport), as quatro estações do título já dizem ao que vem na etapa qualificatória de Horizon 4. Na corrida inicial, passamos pelas quatro estações assim como nos títulos anteriores passávamos por todas as modalidades.

Seja com o belíssimo efeito das folhas queimadas na beira da estrada durante o outono, nas chuvas de verão com estradas enlameadas, a primavera com campos floridos, ou o inverno com córregos e lagos congelados, que abrem novos caminhos para exploração, as quatro estações do jogo se mostram mais que um simples truque para manter a atenção dos jogadores e sim algo orgânico; principalmente pelo formato de festival que a série Horizon.

Festival de 365 dias.

Forza Horizon 4 se propõe como um festival de um ano inteiro, com estações que mudam e algo maravilhoso para aqueles de nós que enjoam com facilidade de jogos limitados. O Forzathon.

A cada hora, de cada dia, de cada semana, um novo evento aparecerá no mapa e você receberá o aviso de que um evento Live do Forzathon está para começar. Com isso você tem alguns minutos para chegar ao local de início das provas e então participar de um evento aberto da comunidade com outros jogadores da sua sessão. Com a possibilidade de um chat rápido, onde podemos usar frases simples para nos comunicar com outros jogadores, é comum ficar de brincadeira, trocando elogios aos carros dos parceiros desconhecidos em uma comunidade bastante saudável.

Logo em minha primeira participação de um evento Forzathon, o ponto de encontro de início era na rótula de uma cidade, com vários acessos e saídas, no centro, havia um monólito e várias árvores. Em torno de quinze jogadores e eu simplesmente começamos a praticar drift ao redor do monumento, pela rótula, levantando fumaça contínua dos pneus queimados, enquanto desviávamos dos carros do tráfego, que entravam e saíam da rótula a todo momento. Não combinamos nada, alguém iniciou, os demais seguiram, e em algo tão simples que consumiu com sete minutos da minha vida em um sorriso contínuo. O fato de esperar o evento começar, em um jogo onde a corrida é a única opção, todos nos divertimos por sete minutos, sem trocar uma palavra… Menos é mais.

Gráficos incríveis, estabilidade surpreendente.

 

Por incrível que pareça, a Microsoft acertou, e acertou de forma belíssima. Elogios tem vindo de todo tipo de configuração, com placas mais modestas, como a R9 270x do nosso amigo aqui da Porca, Cirilo, passando por intermediárias, como minha GTX 1060 e indo a loucura em 4k com as GTX 1080ti e outras monstruosidades do gênero.

Apesar de haver enfrentado um ou outro crash no final de semana do lançamento, tudo foi resolvido em um drive lançado na semana seguinte ao lançamento do jogo, isso pela Nvidia, ao menos.

E não basta rodar lindo maravilhoso estimadx leitorx da Porca… O negócio é rodar com configuração dinâmica, em qualidade alta, à estáveis 60 quadros por segundo.

Diversão sem limites.

Olha a serenidade do fdp… É claramente um ser evoluído…

À parte de todos os aspectos técnicos e méritos do título, um se sobressai. Lendo a análise de um amigo, outro dia, percebi o real mérito de Horizon 4. A diversão descompromissada de simplesmente correr pelo mapa, saltando em placas, procurando carros antigos abandonados. E isso fica ainda melhor com amigos.

Havendo jogado inúmeros eventos, das 22 à meia noite, usamos as horas seguintes, até às 3:30 da manhã, no modo fotografia (abaixo), buscando descobrir o ponto de spawn e drop out do trem que atravessa o mapa, apostando pequenas corridas e, vez que outra, entrando em um evento Live, apenas para competir com outros jogadores.

Forza Horizon 4 é um título que certamente vale o pagamento, ao menos, de uma mensalidade do Gamepass, da Microsoft… Ah sim, perdão, esqueci de comentar… Com R$ 29,00, você consegue jogar o título ininterruptamente por um mês. Considerando o preço de lançamento e a velocidade que enjoo um título; estimo que vou gastar uns R$ 87,00 em um dos melhores títulos do ano, e um dos melhores jogos de corrida dos últimos anos.

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