Por que você deve voltar para No Man’s Sky

Como tantos outros, em 9 de Agosto de 2016, quase dois anos atrás, fui um dos baixaram No Man’s Sky em primeira mão. Como poderia ser diferente? O colosso de Sean Murray era garantido, provavelmente o melhor, maior e mais ambicioso jogo já feito.

Com multiplayer cooperativo, base building, crafting, personalização e troca de espaçonave, sistema de criação de frotas inteiras e livre escolha de profissão, diferente do complexo sistema de Eve Online, que demanda uma Pós Graduação no sistema do jogo para que seja efetivo no comércio de especiarias entre um sistema e outro, por exemplo.

Com todas essas funcionalidades e ainda se passando em um universo de escala inimaginável, com planetas inteiros (fauna, flora, geologia e etc) gerados proceduralmente, era uma compra certa. Ainda que o preço de lançamento não fosse muito convidativo. Mas hey… Era um acerto garantido.

E como tantos outros, nas primeiras horas de jogo, ainda em 9 de Agosto de 2016, fui um daqueles que ficou com aquele gosto ruim na boca, de quem esperava um mousse de chocolate e acabou enchendo a boca de feijão frio.

Dois anos de ódio e rancor da comunidade gamer e o silêncio da Hello Games depois, todos imaginávamos o pior, que Murray havia desaparecido com o nosso dinheiro… Parece que estávamos errados.

Qual foi a minha surpresa, quando, como tantos outros, fui surpreendido pelo trailer de No Man’s Sky Next.

Multiplayer coop, com visualização dos outros players, gestos, jogabilidade em terceira pessoa, estações espaciais repletas de aliens, espaçonaves cheias de recursos e possibilidade de troca da sua, por outra. Gráficos revisados, possibilidade de se criar bases em qualquer lugar, controle de frotas e fragatas, para a comercialização e transporte de cargas de grande porte. Parecia que, subitamente, tudo que foi prometido em 2016, seria entregue, em uma atualização gratuita (parece que encontramos o limite da cara de pau… Nem Sean Murray teve coragem de cobrar por essa atualização).

A trilha sonora é mais variada, as texturas estão mais ricas, bem como a flora dos planetas e geografia. A fauna é mais interessante e menos bizarra. Parece que a geração procedural do universo agora segue alguns parâmetros mais interessantes.

A jogabilidade continua pouco intuitiva, tal qual os menus. As missões, que agora podem ser encontradas em npcs, nas estações espaciais ou postos comerciais não são variadas ou aprofundadas, mas fornecem recursos e ao menos alguma diversidade na jogabilidade sandbox de coleta, refino e combinação de recursos para criação de novas ferramentas que permitirão a coleta, refino e combinação de recursos para criação de novas ferramentas que permitirão a cole…

O principal inimigo de No Man’s Sky Next, continua sendo a ambição do projeto. Você continua como um fragmento de um ponto minúsculo que viaja pelo espaço equivalente àquele deixado por uma minhoca terrestre no sistema solar… Essa pequenez pode frustrar/intimidar muitos, ainda que seguindo a narrativa inserida em Atlas Rises (de Agosto de 2017), atualização anterior a de Next, que adicionou também os veículos terrestres e os elementos iniciais de base building.

Sim, NMS ainda é um título intimidador, dada sua escala. Sim, ainda sente-se meio vazio, quando explorando sozinho. Não, este não é o jogo que foi lançado em 2016. No Man’s Sky finalmente parece a versão final vanilla, que deveria ter sido lançada em 2016. É como se, 2 anos depois, finalmente tivesse deixado o status de Early Access.

Com personalização do seu personagem, com possibilidade inclusive de se escolher a espécie e jogar totalmente em terceira pessoa, uma nova narrativa, atualizações constantes, No Man’s Sky parece estar em uma jornada constante de redenção e com certeza merece sua atenção.

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