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The Crew 2 – Review em andamento

Com “apenas” umas seis ou oito horas de jogo até então, havendo experimentado todas as modalidades, este é apenas um review em andamento, mas na próxima semana sai o review completo.

Melhor que Payback, mais estável que Horizon 3, mais diverso que Hotwheels

O primeiro The Crew não cumpriu com 90% das promessas que fez, como quase todos os jogos da Ubisoft daquela época (Watch_Dogs, AC Unity, etc). Foram uma série de problemas de estabilidade (em performance e conexão), downgrade gráfico absurdo desde o primeiro trailer de gameplay, jogabilidade arcade demais, pelo que havia prometido nos trailers. A página do Metacritic sobre o jogo define bem o que estou falando (notas de usuários: 5.3 no PS4, 5.7 no Xbox One, 6.3 no PC). A Ubisoft entendeu isso e The Crew 2 parece um reboot da série, mais que apenas uma continuação.

“História”

Se entregando de vez ao estilo arcade, sai a história sizuda do primeiro game, no estilo Need For Speed, datado e bobo, e entra no terreno da série Horizon, datado e bobo. Existe uma competição cheia de gente legal que age como ninguém age no mundo real. Ao menos as cenas podem ser puladas e não demandam loadings e mais loadings, como em Need For Speed, até que possa voltar ao que interessa.

Nada para ver aqui, é como aquela fatia de tomate no hambúrger, não tem utilidade, mas se não estivesse ali, íamos reclamar. Talvez.

Visual

The Crew 2 não é mais bonito que nenhum de seus concorrentes diretos, como Forza Horizon 3 (seria um crime colocar o 4º Horizon na competição) ou Need For Speed Payback. Talvez o último Hotwheels que saiu… Não lembro, era para o PS3 e Xbox 360, certo?

Os modelos de humanos e prédios parecem tirados diretamente do primeiro Crew, de Dezembro de 2014. Os primeiros são manequins completamente sem vida, seja nas cenas entre corridas, ou nas bases, em que ficam olhando para o nada, como se observassem um Rembrand, no museu. Os prédios, são caixas de papelão mais ou menos bem pintadas. As texturas são pobres, tal qual os modelos. No entanto, nos cenários naturais, a coisa muda de figura.

Ainda que os cenários desérticos da região de Utah e do Grand Canion não sejam tão bonitos quanto as de Payback e as regiões de mata fechada não se comparem às de Horizon 3, The Crew 2 é bastante competente na natureza, principalmente nos veículos offroad, em primeira pessoa, ou no avião, voando baixo.

Jogabilidade

É aqui que temos o diferencial de The Crew 2, para seus concorrentes, quando estiver em uma estrada, a 180, 190km/h, podemos apontar em uma rampa para o meio de um rio, sem medo de ser teleportado para um checkpoint próximo, basta trocarmos para o modo Barco, e seguimos correndo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Está subindo uma montanha, no deserto, sem nenhum rio por perto? Quando saltar a rampa, troque para o Avião, até encontrar um rio, ou quem sabe uma estrada, e se transformar de Avião, em Nissan Skyline GT-R à 3, ou 4 mil metros de altitude. Realismo zero, diversão dez.

Principalmente quando a Ubisoft lançar o PVP, que está prometido como atualização free, nos próximos meses. Imagine seguir esse triatlo saindo de Los Angeles, à NY, do outro lado dos EUA? Sem trajeto, apenas um “saia daqui, chegue lá, e quem chegar por último é a mulher do padre”, com três ou quatro amigos. Se considerarmos a possibilidade de personalização dos veículos (com a famigerada dupla “cards e lootboxes”, como em Payback, mas aqui, o realismo disso não me incomoda, uma vez que Crew 2 parece mais com Hotwheels que algo real) e a enorme quantidade de veículos, será diversão garantida, nos próximos meses.

O trânsito de NY nunca foi tão bom

Com todas as falhas do primeiro Crew, sempre foi divertido provocar a polícia em uma das cidades ou uma viatura que simplesmente vagava pelo mundo e praticamente reencenar a perseguição final de Blues Brothers, atravessando uma longa distância com dezenas de policiais na nossa cola. Isso ficava ainda mais divertido nas rodovias interestaduais e nas metrópoles, que contavam com tráfego um pouco maior. Em Crew 2, não temos polícia, ou tráfego, por assim se dizer.

As cidades e estradas são praticamente vazias, o que é compreensível no meio do nada, mas inaceitável em plena Manhattan. E essa solidão só piora por não haver policiamento.

Para mais notícias sobre The Crew 2, que deve melhorar muito nos próximos meses, já que parece estar sendo tratado como serviço (palavra de ordem nas produtoras, ultimamente), fique ligado na Porca Online.

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